Humildade
Num dia qualquer do ano de 2005, a "ficha" da humildade caiu e, assim, pude iniciar minha ligação permanente com essa virtude, cuja linguagem aos poucos vou aprendendo a traduzir... Conto com o auxílio do Dicionário da Maturidade, uma ferramenta indispensável para a otimização dos meus diálogos com as emoções, paixões e ensinamentos que a convivência com o mundo me vem propondo, desde quando decidimos comungar a mesma existência. Foi um momento marcante, que vivi solitariamente e dele pude extrair a seguinte inspiração:
Eu Não Dou Conta
Não dou conta de mim,
Do que sou, do que quero,
Do que posso e do que não posso.
Não sei mais o que é possível,
O que é impossível,
O que pode ser provável
E o que se tornou improvável.
Quero tudo!
Tenho nada...
Quando posso tudo,
Sem fazer nada,
Porque dou conta de nada!
Nada É.
Tudo pode.
Ser é Tudo...
Poder é Nada!
De vez em quando, o jogo de palavras se torna meu entretenimento preferido, mas é preciso, no entanto, que estas façam sentido para mim... Não vale o passatempo, as simples "Palavras Cruzadas", que os Geriatras tanto recomendam às pessoas da Terceira Idade. Tenho produção própria e, acima de tudo, ME tenho, não preciso distrair-me de mim mesma, pois, com humildade - ainda que esta possa a muitos parecer uma afirmação cabotina - cheguei à conclusão de que, a esta altura da vida, o único aprendizado útil que posso arriscar-me a perseguir é o aprendizado sobre esta pessoa (eu mesma), que me tem em suas mãos!...
Escrito por Clerzinha às 10h54
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